Depois do Vietname decidimos passar uma semana a descansar em Zitundo (ou Ponta Mamoli), no Dream Beach – Self Catering Lodge, algures entre a Ponta de Malongane e a Ponta do Ouro, isto a cerca de 2 horas de Maputo (120 Km). No caminho desde o aeroporto atravessa-se a Reserva Natural de Maputo onde é frequente encontrarem-se elefantes e girafas a atravessar a estrada asfaltada. Na região da Ponta do Ouro, devido à proximidade com a fronteira, acontece que os ecoresorts são geridos sobretudo por sul-africanos. Estes alojamentos são compostos por cabanas de luxo que permitem um contacto próximo com a natureza. O aquecimento funciona a botija de gás; os bichos abundam, dos insetos aos macacos que nos visitam descendo dos telhados até às janelas em busca de comida. O acesso à praia faz-se através de um caminho pedonal seguido de uma escadaria até ao areal e ao mar. A pé, pela praia são cerca de 2,6 quilómetros de caminho até se chegar à vila piscatória da Praia do Ouro para tomar o pequeno-almoço ou beber uma 2M a acompanhar um prato de marisco com batatas fritas caseiras. O sabor do marisco em Moçambique junto ao mar é único. Há sempre moçambicanos com colunas de som alto para a música os acompanhar nas esplanadas. Estas pessoas não se inibem de dançar e rir enquanto degustam as suas refeições. Há também música ao vivo nos bares. O artesanato local é sobretudo à base de madeiras esculpidas e pintadas, candeeiros de palha, paréus, e cestos. Em Setembro, no Sul de Moçambique, o Índico sente-se frio mas já estou habituada em Portugal a não me demorar no mar. Para irmos às vilas, experimentamos o circuito de van “chepa”, que desde o resort se traduz em 10 Km de caminho, com algumas paragens pelo meio para largar passageiros e mercadorias (sobretudo Coca-cola e outras bebidas). Na Ponta de Malongane, os bares sul-africanos servem rum tipo tinto que achei deliciosamente forte, ao contrário da doçura dos moçambicanos que se serve a cada sorriso. E é esta a capacidade que África tem de criar memórias nas pessoas.










































De regresso a Maputo ficamos, como sempre, no Polana Serena Hotel. Lindo por ter tudo o que um hotel deve ter, tendo sido considerado pela Wondering Life: “A Grande Dama de África”.


