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A Liberdade Iluminando o Mundo

Vivemos tempos em que não questionamos a nossa liberdade. Em lugar disso, fazemos representar-nos de modo instantâneo e por meio de faixas no rosto, com as cores de um outro país sobre a imagem de perfil, ou através de um hashtag nas publicações para não sair de casa, ora de um quadrado ou círculo preto, nas redes sociais. Conforme a tendência mais actualizada ao segundo, há um género de dever de participação. Então imitámo-nos nas nossas presenças digitais. Contagiámo-nos com notícias que chegam da América, e do mundo, sobre pessoas e injustiças contra pessoas. Ao mesmo tempo, levantam-se cartazes e gritos pelas ruas; os monumentos são derrubados e sarapintados de tinta graffiti, com letras e crenças e motes e histórias. Há uns dias perguntei o que era ACAB, e um amigo explicou-me ser All Cops Are Bad. E então era isto que as borras de tinta pretendem dizer sobre os monumentos? “Todos os polícias são maus”. Outros dias gritava-se “Todos Diferentes Todos Iguais”. E era este o perigo das generalizações atravessarem continentes e mares para nos apanharem. Eu não visitei os Estados Unidos como a concretização de um sonho. Já as torres gémeas haviam implodido mas quis ir ver a representação da Liberdade edificada na sua ilha, tal como a França a ofereceu: a figura coroada da deusa romana em tons de azul e de braço direito erguido ao céu de tocha na mão. Azul, azul, sem mais cores. No regresso a Manhattan consegui uma das melhores fotografias da minha vida, um instante mágico de sobreposição de liberdades, um momento irrepetível como todos os outros que vivemos.

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Global Cosmopolitans

Nova Iorque é aquela cidade muito viva de pessoas temporárias, frenética, onde o mais difícil é encontrar nova-iorquinos. Uma vez na vida devemos ir a Times Square, onde a Broadway se cruza com a 7.ª avenida e há sempre lugar para mais um. E quando o mais um sou eu, importa-me perceber no local o que já antecipo porque esta experiência é amplamente partilhada mas, de facto, não se esgota. E somente experienciando se vive. Então, olhamos em frente, em volta, e para cima e ei-los: os néons gigantes, a publicidade, as lojas como o mundo da M&M, as escadas vermelhas da TKTS e não importa se é dia ou noite porque a cidade está sempre acesa e bem desperta. Depois, não virar as costas ao óbvio: passear pelo Central Park, passear de barco em Manhattan a pretexto de ver NY em full frame, ir ao museu da imigração em Ellis Island, ir cumprimentar a Estátua da Liberdade a Liberty Island, para depois avistá-la pequenina da Ponte de Brooklin. Subir ao Empire State Building e desfrutar da paisagem com os olhos porque as fotografias não têm a mesma dimensão. Já no chão, não pode deixar de visitar-se a histórica estação Grand Central Terminal, e também o Ground Zero onde as torres gémeas se afundaram e novas torres se construiram. Eu adorei os museus desta cidade, o MET, o Solomon Guggenheim, o American Museum of Natural History e o meu amado MoMA.